A importância da não dependencia dos políticos
Os vários políticos dos últimos anos têm dado "milhares" de argumentos aos defensores de que a política tem que ter uma importância menor no quotidiano das pessoas e menos influência sobre a vida destas.
Ao nível económico, a dependência dos políticos, tem ajudado a atrasar e, provavelmente, impedir o crescimento económico. Se as empresas não tivessem uma dependência tão grande do Estado, a demissão do Governo não teria tido tanta importância, nem sequer os economistas teriam ido ao Palácio de Belém queixar-se ao PR.
No caso de haver um bom Governo e um bom PR, isso seria uma ajuda que serviria para definir uma estratégia para o país e para conjugar os vários ministérios com o objectivo de atingir metas; no caso de haver um mau Governo ou/e um mau PR, o país, apesar de não evoluir, conseguiria manter o seu emprego e as suas empresas estáveis (apesar de estas estarem dependentes de vários factores económicos internacionais, mas isso já acontece). A única vantagem que pode ter a influência do Estado na economia será o caso de existir uma economia fechada de estilo comunista, em que o Estado seja o único patrão. No entanto, as várias experiências desse modelo fracassaram todas e degeneraram sempre em miséria.
Adicionado ao facto de ser melhor uma economia liberal, a classe política em Portugal tem piorado exponencialmente. Se poderia ser aceitável a intervenção do Estado na altura em que Cavaco Silva era P-M, visto o país estar num momento de criação de infra-estruturas e de uma definição de rumo importante; após essa altura, a mão do Estado só tem servido para sustentar o próprio aparelho e não para produzir.
Seria benéfico para todos que o nosso emprego não dependesse de pessoas como as que constituem as listas de deputados do PSD ou do PS; seria benéfico para todos que as nossas empresas não estivessem dependentes de pessoas como Jorge Sampaio, Santana Lopes ou José Sócrates.
Ao nível social, é também importante que as leis deixem de ser feitas para agradar aos "eu ainda sou do tempo..." que consideram que a sociedade está a perder os valores ou que "a juventude se está a perder". É importante perceber que cada um deve ter toda a sua liberdade, desde que não entre na do outro.
Ao nível legal é, portanto, preciso aumentar a fiscalização, e a educação, que permita a cada um tomar a melhor decisão sobre qualquer assunto. Cada um deve poder estar bêbedo, desde que não entre na minha liberdade; cada um deve poder ter a orientação sexual e casar com quem quiser, desde que não entre na minha liberdade; cada um deve poder abortar, desde que não entre na minha liberdade; cada um deve poder suicidar-se, desde que não entre na minha liberdade...
É importante perceber que não existe ninguém na sociedade que seja superior a qualquer outro, portanto, ninguém pode tomar decisões em nome dos outros.
Mais uma vez, os políticos tentam impor as suas ideias a toda a gente, muitas vezes devido a interesses religiosos, ou interesses de outros lobbys. O Guterres fez isso, o Portas também, o Santana e o Durão também terão feito.
Os políticos são todos como o Midas (só que ao contrário). Quem vota só pode esperar por que apareça um Partido Liberal que expulsse a "má moeda". Ou então emigrar!
(PS: Desculpem a baixa cadência de escrita de posts, mas a vida de caloiro em época de exames não é fácil!)

1 Comentários:
Boa sorte para os exames.
Primos Carla e Pedro
Se precisares de alguma coisa, tipo um nº atrasado do The Economist, apita
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