Sábado, Abril 16, 2005

Vive l'Europe!

Quando, no outro dia, me perguntaram se a Europa seria, algum dia, a grande potência mundial, comecei a pensar no que seria necessário alterar para que isso pudesse acontecer. E, acabei por concluir, que os grandes males europeus estão em França! A França é, neste momento, apenas um desestabilizador interno, que, com as suas estratégias e visões para a Europa quer apenas criar uma economia baseada no estado, estagnada, e uma Europa à visão de um qualquer militante do BE ou de qualquer chefe sindical.

Chirac tem sido o presidente que tem impedido a Europa de se tornar um mercado verdadeiramente aberto, dinâmico e concorrêncial. Isso devido às cedências internas aos socialistas e aos "cheese-eaters" todos. Chirac é, em tudo, semelhante a António Guterres, mas com mais poder. Cede a todos os lobbys; tem uma visão politicamente correcta, e não real, dos problemas; acredita que o caminho da Europa é o socialismo, quando mais ninguém acredita nisso, por vários exemplos óbvios. Já nem Sócrates, Zapatero ou Blair (todos socialistas) têm uma visão tão conservadora do mundo como Chirac tem.

Adicionado a isso, Chirac continua com o complexo típico de qualquer francês de que o seu país ainda tem um lugar relevante no mundo, e que toda a gente tem que reconhecer isso. Já há vários séculos que, na Europa, os ingleses eram os que faziam, e o franceses eram os que ficavam em casa a auto-vangloriar-se. Neste momento continuamos a ver a França a mostrar o seu anti-americanismo com o único intuito de esconder que o seu país é pior que os EUA. Há cerca de duas semanas, após a divulgação de um estudo que dizia que mais de 70% dos estudantes franceses utilizavam o google.com para fazer pesquisas, Chirac reagiu dizendo que era necessário criar um motor de busca concorrente, de origem francesa.

A França é, neste momento, um país ridículo, com líderes ridículos, que não têm consciência de que já não são importantes em sítio nenhum devido ao descrédito que ganharam nos últimos anos. Quem está a sofrer com isso, é a União Europeia que tem que aguentar um país que quer um projecto europeu centrado em Estrasburgo e cujo único objectivo é arranjar apoiantes para a França.
A economia da UE está a sofrer porque, questões como a liberalização dos serviços foi boicotada pela França. A visão da Europa está a sofrer porque a França é anti-europeísta, mas quer ser o seu elemento principal. Está na altura de dizer que já chega, e que a UE não precisa da França. Precisa sim de países dispostos a trabalhar para a construção europeia e que estejam dispostos a lutar para ganhar um lugar dentro da UE, não ter um lugar honorário.

Só quando a UE expulsar a França, após o "não" no seu referendo (de motivações xenófobas e não devido à estrutra da constituição) e puder começar uma UE com países com vontade de pertencer à UE, como os novos países de leste, que serão o grande motor futuro da economia da comunidade, devido às suas ideias liberais de emprego, poderemos evoluir e passar a ter uma importância real no mundo. Só a partir dessa altura fará sentido haver um ministro dos negócios extrangeiros europeu com poder para tomar verdadeiras decisões. Enquanto isso não acontecer, vamos ficar colados ao anti-atlântismo Chiraquiano que continuará a apoiar regimes anti-democráticos e que continuará a querer vender armas à China ou opor-se à guerra no Iraque porque queria comprar petróleo mais barato que os americanos, ou que continuará a chatear-se porque muitos europeus vêm CNN.

0 Comentários:

Enviar um comentário

<< Home